segunda-feira, 14 de maio de 2012


 

Análise sobre o Método “Pedagogizador” e a prática educacional voltada para intersubjetividade.


Este método de trabalho se inspira nas contribuições de Habermas e Foucault,  uma filosofia da educação, mas cada um deles a seu modo nos dá uma visão a respeito da educação, dos problemas que nela e dela surgem, dando-nos confiança e esperança de que esses problemas possam ser equacionados. Suas ideias a respeito da linguagem, da epistemologia e da ética, mostram as perspectivas diversas sob as quais a educação pode ser vista. Dentre as consequências negativas do modelo técnico, proveniente da sociedade moderna, está o indivíduo treinado, pedagogizador. A crítica e o rompimento deste modelo sugerem a possibilidade de construção de uma subjetividade nova numa escola que leve em conta os desafios da modernidade, que possa servir de anteparo à sociedade disciplinar, à tecnologização, à normalização, à massificação. É preciso pensar logo em propostas capazes de vencer esses problemas pela educação e pensar, ao mesmo tempo, num modo de educar.
Sem perder de vista o papel da escola como lugar de aprendizagem (profissões, ofícios, habilidades, excelência de ensino completo)a primeira mudança decorrerá de análises históricas de nossa realidade e pensar no tipo de saber que desejamos para nós. Evitar que o discurso técnico penetre o desejo dos homens de pensar com sua própria cabeça, andar com seu próprios pés.
Segundo Harbemas a prática da intersubjetividade, produtora de sujeitos capazes de linguagem e de ação, com opinião e vontade formadas de modo a possibilitar liberdade comunicativa, calcada em razões e argumentações justificadas, legítimas, são os pressupostos de qualquer sociedade democrática, essenciais à educação. Onde as práticas educacionais, ao produzirem indivíduos mais livres, autônomos, e não autômatos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das normas sociais legítimas e legitimadas em processos jurídicos, políticos, usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos sinceros e abertos à crítica, são fundamentais para as práticas educacionais.

Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 3, n.7, p. 75-88, set./dez. 2002.




Um comentário:

Arte em Jornal disse...

Libertar-se, emancipar-se, tornar-se autônomo, são conceitos e prerrogativas que permeiam as modernas teorias pedagógicas e que pressupõem seu conhecimento para que, ao promover a educação, o professor se perceba como partícipe deste processo, e não como mentor exclusivo. São reflexões que devem envolver todos os educadores e toda a educação.