Racionalismo
René Descartes (1596-1650)
Doutrina que afirma que tudo que
existe tem uma causa inteligível, mesmo que não possa ser demonstrada de fato,
como a origem do Universo. Privilegia a razão em detrimento da experiência do
mundo sensível como via de acesso ao conhecimento. Considera a dedução como o
método superior de investigação filosófica. René Descartes (1596-1650), Spinoza
(1632-1677) e Leibniz (1646-1716) introduzem o racionalismo na filosofia
moderna. Friedrich Hegel (1770-1831), por sua vez, identifica o racional ao
real, supondo a total inteligibilidade deste último. O racionalismo é baseado nos princípios da busca da certeza e da demonstração, sustentados por um conhecimento a priori, ou seja, conhecimentos que não vêm da experiência e são elaborados somente pela razão.
Está presente nas várias seitas do protestantismo, que dispensam a autoridade e a revelação religiosa em favor dos postulados lógicos e racionais sobre a existência de Deus. Influencia, também, a conduta moral que atribui à razão e aos princípios inatos de bondade, entre outros, a capacidade humana de se bem conduzir.
Empirismo
John Locke
(1632-1704)
O empirismo é a escola do pensamento filosófico relacionada
à teoria do conhecimento,
que pensa estar na experiência a origem de todas as ideias. O nome empirismo
vem do latim: empiria (experiência) e-ismo (sufixo que determina, entre outras
coisas, uma corrente filosófica). Temos, assim, a “corrente filosófica da
experiência”. O principal defensor do empirismo foi John Locke (1632-1704),
filósofo inglês.Locke defendeu que a experiência forma as ideias em nossa mente. Ele procura demonstrar que qualquer ideia que temos não nasce conosco, mas se inicia na experiência.
A experiência, para Locke, não são as experiências de vida. Experiência para ele são as nossas sensações (sentidos). Ouvimos, enxergamos, tocamos, saboreamos e cheiramos. Cada um dos cinco sentidos leva informações para o nosso cérebro. Quando nascemos não sabemos o que é uma maçã, mas formamos a ideia de maçã a partir dos sentidos. Vemos a sua cor, sentimos o seu aroma, tocamos sua casca e mordemos a fruta. Cada uma dessas sensações simples nos faz ter a ideia de maçã. A partir da sensação, há a reflexão. Dessa forma, nossas ideias são um reflexo daquilo que nossos sentidos perceberam do mundo.
Com essa constatação, Locke afirma que, ao nascermos, somos como uma folha em branco. São, então, os sentidos responsáveis pelo preenchimento dessa folha.
David Hume (1711-1776), natural de Edimburgo, Escócia. De acordo com Hume, só existe o que percebemos. Todas as relações que fazemos entre o que conhecemos não são conhecimentos verdadeiros. Podemos conhecer uma bola e podemos conhecer um pé, porém se chutamos uma bola não há nada que confirme que a bola se move porque foi o pé que a moveu. Com isto, Hume critica as ciências, pois trabalham com a ideia de causa e efeito. Essa relação de causalidade (causa-efeito) é uma relação entre ideias e é, portanto, não verdadeira. Tudo o que pensamos ser verdadeiro, como a causa do movimento da bola, é imaginação.
Criticismo kantiano
Immanuel Kant ( 1724 – 1804)
O termo criticismo é empregado para denominar a
filosofia kantiana. Esta se propõe investigar as categorias ou formas a priori
do entendimento. Sua meta consiste em chegar a determinar o que o entendimento
e a razão podem conhecer, encontrando-se livres de toda experiência, bem como
os limites impostos a este conhecimento. Este projeto pretende fundamentar um
pensamento metafísico de caráter não dogmático, uma vez que o dogmatismo foi
posto em cheque, no contato com a postura cética. Entre o ceticismo e o
dogmatismo, o criticismo kantiano se instaura como a única possibilidade de
repensar as questões próprias à metafísica. O criticismo kantiano renasce em meados do século XIX, como reação ao predomínio do movimento idealista, por um lado, e, por outro, como contraposição ao positivismo nascente. Este movimento recebe a denominação de neocriticismo ou neokantismo, espalhando-se por toda a Europa, de modo predominante na França e Alemanha.
JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.
< http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/racionalismo.html > acesso em: 03/05/2012. as 13:00h
<http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/criticismo.html > acesso em: 03/05/2012. as 13h:25min
< http://www.mundoeducacao.com.br/filosofia/empirismo.htm > acesso em: 03/05/2012. as 14:00h
Um comentário:
A matemática e a lógica exercem o papel de paradigma ou conhecimento modelo para o racionalismo. Isso porque, nesse tipo de conhecimento, atingimos verdades necessárias por meio de intuição e de inferência racional. Eles precisam dar respostas à questões sobre a natureza da razão. a justificação da inferência e a natureza da verdade, especialmente da verdade necessária.
O empirismo toma como paradigma a ciência natura, onde a observação e a experiência são cruciais para a pesquisa. A história da ciência na era moderna parece dar razão à posição dos empiristas, mas precisamente por isso as questões filosóficas a respeito da percepção, observação, evidência e experimento acabaram por adquirir enorme importância.
Contudo, para ambas as tradições na teoria do conhecimento o objetivo central é responder se podemos confiar no caminho que cada uma delas traça para nos levar ao conhecimento. Os argumentos céticos sugerem que nós não podemos simplesmente supor que tais caminhos são dignos de confiança e que será preciso muito trabalho a fim de justificá-los. O esforço para responder ao ceticismo é uma maneira exata de entender qual é o principal objetivo da teoria do conhecimento.
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